Inteligência é ofensa por aqui!!!

Me senti motivado a me manifestar após ouvir em matéria do programa esportivo da Rede Bahia, que o time do Bahia era uma “torre de babel” por conta de ter em seu elenco jogadores de outros estados, em especial do RS.

Cá com meus botões eu matutei o seguinte. Será que na região sul do Brasil se fala algum idioma estranho e incompreensível para nós nordestinos ou há algum tipo de confusão no time por conta disto,  que justifique a comparação com famigerada torre?

Sei que parece coisa pequena, mas custa pensar com cuidado antes de redigir as matérias? Será que ser inteligente dói ou ofende? Não é de hoje que venho falando sobre a falta de inteligência na mídia Baiana, mas com o tempo só vejo a coisa piorar. Sinceramente eu já não sei o que é pior, o jornalismo da Rede Bahia ou o sensacionalismo barato da TV Aratu e Itapoã.

É de embrulhar o estômago!!!!

Bing? O que é isso?

Seguindo a briga de titãs por uma fatia maior do bolo do mercado de publicidade online,  que hoje é liderado pelo google, a Microsoft lança o Bing, seu novo sistema de buscas, ou como diz a sua auto-descrição: “O Bing é um mecanismo de busca que encontra e organiza as respostas de que você precisa para tomar decisões mais rápidas e com mais informações.”

Trazendo uma bela imagem de background o site traz recursos que seu princicpal concorrente, o google, já dispunha o ordenamento das buscas por relevância. Testes preliminares realizados pelo Asa Nisi Masa mostraram que o sistema de buscas é eficaz, chegando a mostrar resultados mais relevantes que o Google em alguns casos mostram mostram que o sistema ainda necessita de ajustes, pois a precisão e a relevância do sistema não são lá muito contantes. Enquanto o google consegue manter o mesmo nível de precisão em todas as suas buscas o bing oscila muito a depender do tema pesquisado, mostrando que ainda há muito para ser melhorado em seus algoritimos de busca.

Será que agora a Microsoft “acertou a mão” para brigar de vez pela sua fatia do bolo? Isso é o que veremos nos próximos episódios….

O fim da verdade?

Nada mais assombra as pessoas hoje do que esta falta deste solo firme que que outrora chamou-se verdade.  Hoje com o advento do novo meio onde a verdade é confrontada com milhares e milhões de novas “verdades”,  num caleidoscópio sem qualquer lógica racional, nada mais normal ou natural que conceitos pré-estabelecidos nos anos passados percam a validade ou confundam-se. Afinal num mundo de twitters, blogs e orkuts  qual o conceito de identidade?

Se pensarmos em identidade como a conhecíamos, algo material que identifica o indivíduo diante da sociedade, um número identificador palpável, este passa a ser um conceito inoperante no ciberespaço. Creio que aqui neste meio, a identidade é algo mais pontual, temporal, dependente do momento. Posso ter uma identidade nova quando melhor me convier. Se a constituição brasileira veda o anonimato, então o a internet é uma “fora da lei” no Brasil.

O que é então a verdade num espaço onde tudo e todos tem voz e, ao mesmo tempo, não há identidade fixa?  É bem certo  que os velhos meios adentraram o novo espaço com blogs, jornais, vídeos, etc. que são espelho dos outros meios no ciberespaço, mas do lado de cá a relevância deles é a mesma ou menor que a relevância dos conteúdos e opiniões nativas do novo meio.

Neste contexto, é comum que  os mais reacionários se levantem com tentativas de controlar o incontrolável. Mas o cerne da questão é outro. Será que estamos prontos para o que a internet tem a nos oferecer? Talvez só a nova geração formada dentro deste contexta possa nos dar resposta e isso levará algum tempo.

Usina nuclear no Sul da Bahia?

Há algum tempo o governo estadual da Bahia vem se comportando idiotamente de forma bairrista e tacanha. Tem os olhos virados apenas para os centros onde há aqueles “caciques petistas”, camaradas do governador. Foi assim que as obras no Porto de Campinhos (porto com maior profundidade de águas da América Latina) na minúscula cidade de Maraú foram canceladas   em  prol da construção de mais um ancoradouro nas redondezas de Ilhéus. E perdeu-se mais uma chance histórica de gerar algum desenvolvimento a uma região extremamente pobre, onde o índice de  analfabetismo beira os 40%   e o desemprego tem índices igualmente gigantescos.

Mas não é só isso que se pode dizer do governo baiano. Agora, a título de alavancar a produção energética do Brasil, quer trazer para a região sul uma usina termonuclear. Num momento em que se fala tanto em energias limpas, em que o Brasil aparece no cenário mundial como exemplo a se seguir na produção de álcool e biodiesel, isso soa como um retrocesso absurdo. Não que a questão energética nacional não tenha importância, mas creio que hajam formas limpas de geração de energia que não ameacem um ecossistema tão vasto como o da região sul.

Sinceramente, a sucessão de trapalhadas no tocante às políticas voltadas ao interior, que obviamente não se iniciaram com a atual gestão mas se mantiveram desde os tempos jurássicos da política Baiana, me causam um certo asco.

Idéias idiotas com as quais não compactuo….

  1. Sistemas de cotas - A criação de cotas para negros, brancos, azuis, amarelos, verdes e similares para acesso  a serviços públicos é um engodo. Investir na qualidade não seria mais interessante para garantir acesso igual a todos? Como se iniciar um discurso em prol da igualdade garantindo a desigualdade no ato da concorrência? Parte-se do discurso inflamado da injustiça histórica (fato irrefutável) para se criar uma apartheid às avessas.
  2. Subestimação da inteligência alheia - Coisa comum no município interiorano-beiradeiro-esquecido onde resido atualmente. Muita gente que não sabe m… nenhuma e acha que nós “forasteiros” somos idiotas. Mentalidadezinha mais tacanha… Argh!!!
  3. Falta de cuidado (e respeito) com o patrimônio público – Ainda na semana passada um senhor que meu é colega de trabalho me trouxe “seu cpu” para que eu desse manutenção. O estranho  é que a dita máquina tinha fortes indícios de violação da plaqueta de tombo e trazia um windows instalado com duas contas de usuário “Prefeitura Municipal de Maraú” e “Arquivo Morto”, coincidentemente as contas que criei ano passado (antes da mudança de gestão) no pc que ficava no setor de patrimônio, setor onde o referido senhor era chefe. Mais estranho ainda é o fato de que estão “à procura” de um pc desaparecido do setor de patrimônio desde o início do ano. Por motivos de incompatibilidade ideológica, não fiz a tal manutenção….

Runas, tarô e a arte de tapear com afirmações vagas….

Assisti hoje, enquanto me preparava para vir ao trabalho, uma daquelas coisas aguadas que só o programa da Ana Maria Braga poderia propiciar. Uma “especialista” em runas, outra em tarô fazendo mais uma daquelas previsões aguadas para 2009.

De súbito veio-me à cabeça a imagem de Mãe Diná, que diante do Repórter Inexperiente do CQC fez muitas previsões, mas sequer foi capaz de detectar que participava de uma pegadinha bem bolada daquele programa. Mas voltando ao rumo deste post, creio que os cursos das “artes” do tarô, runas ou qualquer coisa do gênero tem mais a ver com o estudo de uma oratória que prima pelo vago e pelo impreciso, que com o desvendar das coisas por vir. Na previsões sobre qualquer tema, há sempre uma exacerbada prioridade a palavras vagas, difusas, genéricas que podem ter significado tão diverso quanto grãos de areia na praia. O mais impressionante é que para evitar o ridículo como o que mãe diná já caiu, creio, parece haver algum trato entre todos os especialistas desta área para jamais tratar de algo de forma deveras concreta.

Esta é a arte de enganar com frases ambíguas de sentido vago. Afinal, tanto creio que nossos 5 sentidos são incapazes de captar e resumir todo o universo, quanto que nossos destinos não estão escritos em umas poucas cartas pintadas de um baralho ou jogo de qualquer espécie.

Lampejos de Inteligência…..

Ainda ontem encontrei algo que realmente valeu minha atenção na tv brasileira noturna. A adaptação do sensacional romance “Dom Casmurro”, sob o título de Capitu exibido ontem à noite após o “merdeirol” aguado do Casseta e Planeta, faz-me crer que ainda existem lampejos de inteligência na TV aberta tupiniquim. Não que tudo que há na tv aberta seja ruim por natureza. Há que se convir, porém, que numa cidade (Maraú) que dispões de apenas 3 canais abertos para seus habitantes, encontrar algo que realmente valha a pena assistir é, muitas vezes,  um martírio.

Muito bem produzido, e fiel ao texto original de Machado de Assis, a produção fez me recordar de muitos momentos que estavam na versão escrita, a qual li há muitos anos atrás e já não recordava. Senti de súbito, uma vontade de reler minha velha edição adquirida numa banca de revista.  Obviamente não estou aqui apregoando a supremacia da mídia escrita sobre a televisiva. Não, de forma alguma. São mídias distintas e reservadas a diferentes formas de representação, e que não podem, ao meu ver, ser mesuradas de forma equitativa. Aliás, penso ser impossível tal mensuração.  Seria como andar por sobre uma corda frouxa estendida entre hastes flexíveis. Impossível não pender ora para um, ora para outro lado. Mas a emoção da representação televisiva recordou-me meu primeiro contato com a referida história, por meio escrito.

Por fim, fica aqui a indicação da minha parte. Afinal, ainda há mais quatro capítulos da minissérie a ser exibidos. Ainda há tempo de contemplar um destes lampejos da inteligência que ocorrem de quando em quando no maior canal televisivo brasileiro.

Ainda….

Conversando ainda ontem com uns colegas de trabalho, fiquei pasmo ao perceber o nível de pessimismo vigente entre todos. Há um “queixosismo” recorrente sobre a condição deficitária no tocante ao lazer e às condições básicas de sobrevivência (leia-se saúde, moradia, acesso).
Não compactuo com este modo de ver as coisas. Claro que as coisas estão muito distantes do satisfatório. Em Maraú, cidade onde trabalhamos como concursados da Prefeitura Municipal, só há 3 linhas de ônibus (pertencentes à mesma empresa) garantindo acesso à localidade e não há hospitais por exemplo. O acesso às belíssimas praias, referência em todo o Brasil, fica prejudicado por conta da falta de transporte.
Apesar de tudo isto, vejo a questão por outro lado. Vejo a cidade como um promissor mercado. Ainda, não há nada e tudo está por fazer. Creio que seja mais fácil se inserir num mercado onde não há ou há pouquíssima concorrência, que se aventurar nos mercados saturados dos grandes centros.
Já tenho alguns planos para tirar proveito disso. DEUS há de ajudar-me a colocá-los em prática.

Momento histórico???

Ok, ok… estive afastado do blog por um tempo. Mas pretendo retornar à assiduidade de outrora.

O que me motivou a retornar com os meus escritos, foi um fato que

Uma crise sem precedentes?

vem inundando de manchetes todo o globo terrestre nas últimas semanas. Ontem, enquanto zapeava entre os 3 canais abertos de televisão disponíveis aqui em minha atual residência, percebi perplexo que podemos estar presenciando um momento histórico. A crise da econômica americana pode ser a ponta de um iceberg jamais visto em tamanho, no mundo capitalista. Algo que alguns economistas já comparam à grande depressão de 29. Estaríamos nós no olho do furacão?

De volta…

Estive afastado da internet por um tempo. Tudo por conta da convocação em um concurso e a decorrente mudança de cidade, com toda correria possível.

Estava tomando coragem para retornar as postagens no blog esta semana. Pensei em vários temas possíveis, os contrastes presentes na cidade em que resido atualmente, o cotidiano daqui, etc. etc. e etc. Mas hoje, enquanto almoçava, vi uma matéria no BATV que me deu o incentivo que faltava. Um senhor, vítima de mais um desses infortúnios cada vez mais recorrentes nos grandes centros metropolitanos, berrava em alta voz em defesa da pena de morte do Brasil.

Não pretendo aqui lançar mão de uma enxurrada de argumentos em prol dos direitos humanos. Não pretendo recorrer as estas repetições persistentes (…e consistentes). Gostaria apenas que quem defende a pena de morte com vêemencia imagine a situação de caos e o precedente que isto implicaria. Num país como o nosso refém de um judiciário cheio de vícios, adotar a pena de morte como solução final para todo o caos que emerge dos grandes centros urbanos é abrir um precedente para a barbárie. Afinal, será mesmo que todos os doutores em suas togas estariam dispostos a aplicar o rigor da lei com isenção, fato que ainda é raro cá nestas bandas américa latina? Estaríamos livres de por qualquer motivo fútil sermos condenados à pena capital, por não termos condições de nos defender?

A aplicação da pena de morte em um país como o nosso me faz recordar a condenação sofrida por Josef K. num país absurdo e incoerente imaginado por Kafka….